Lanzamiento de Meteor M-2 y reentrada de tercera etapa del Soyuz

Despegue Soyuz 2-1B

Despegue del Soyuz 2-1B. Crédito: Roscosmos.

El pasado 8 de julio despegó desde el Cosmódromo de Baikonur un cohete Soyuz 2-1B con una etapa elevadora Fregat para poner en órbita el satélite meteorológico ruso Meteor M-2 y otros 6 cubesats.

A las 15:58 UTC despegó y 2 horas y 34 minutos más tarde la etapa elevadora Fregat separó al último de los 7 satélites.

3 horas y 28 minutos después del despegue la etapa elevadora Fregat acabó otra maniobra para ser de-orbitada, para no crear basura, y por lo tanto se quedaron en órbita los 6 cubesats, el Meteor M-2, la tercera etapa del Soyuz y lo que parecen dos piezas de basura de la etapa elevadora Fregat, aunque aún está sin confirmar oficialmente.

Satélites separados 3D

Vista 3D una vez separados los satélites. Crédito: Cosmo Noticias/JsatTrak.

Ground track

Ground track. Crédito: Cosmo Noticias/JsatTrak.

Los nombres de los objetos han sido colocados según un análisis hecho por Cosmo Noticias, y están pendientes de la confirmación oficial, aunque parecen correctas.

Los objetos en amarillo (2), separados unos 5 km entre ellos en el momento que se crearon, parecen piezas de basura, los blancos son los cubesats, el verde es la carga principal (Meteor M-2) y el azul es la tercera etapa del cohete Soyuz.

Como vemos en la simulación 3D, la tercera etapa del Soyuz estaba en una órbita muy baja, como suele acostumbrar, e iba a reentrar poco después de ser lanzada. Y así ha sido.

Unas 4 horas antes de la reentrada podíamos leer el tweet de un experto en reentradas de satélites llamado Joseph Remis:

Y ha acertado de pleno, ya que, según datos oficiales ha reentrado hoy a las 11:42 UTC. Eso es exactamente una hora después de su predicción, por lo que está dentro del margen de las dos horas.

Un análisis posterior de Cosmo Noticias apunta la reentrada a las 10:06 UTC +- 2 horas:

Curva altitud

Curva de altitud de la 3º etapa del Soyuz desde que fue calculada su órbita poco después del despegue hasta su reentrada (+predicción). Crédito: Cosmo Noticias.

Colocando los datos oficiales en un seguidor de satélites nos da:

Lugar reentrada

Lugar de reentrada: Cercanías de Melbourne, Australia. Crédito: Orbitron/Cosmo Noticias.

Como se puede ver en Melbourne en ese momento era de noche, por lo que al menos dos personas pudieron grabar el espectáculo:

 

 

Incluso ha salido la noticia en un periódico de la zona, identificándolo erróneamente como un meteoro pero afirmando que podría tratarse de basura espacial.

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  • Chico Rodrigez

    Liderança perdida ou espaço russo é morto

    Nos últimos anos, a indústria espacial russa não está apresentando o
    melhor dos tempos. Isto pode ser visto por lançamentos de emergência repetidos
    dos diversos satélites. Por exemplo, em dezembro de 2010, como resultado de uma
    falha no lançamento, ao mesmo tempo três satélites GLONASS caíram no Oceano
    Pacífico.

    Em fevereiro de 2011,
    a Rússia não conseguiu levar à órbita o satélite
    geodésico militar Geo-IK-2. No mesmo ano, em agosto, foi realizado o lançamento
    mal sucedido do satélite Express AM4. Em seguida, o cargueiro russo Progress M-12M logo depois de ser lançado da base de Baikonur (Cazaquistão) caiu no sul da Sibéria.

    Em novembro de 2011,
    a Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) não conseguiu lançar a Marte
    a estação interplanetária automática Phobos-Grunt, e em dezembro de 2011 foi
    perdido o satélite de comunicações Meridian 5.

    Em agosto de 2012 aconteceu um novo fracasso – desta vez, não foi
    possível lançar os satélites Express MD2 e Telkom 3. Em julho de 2013, o
    veículo lançador Proton-M, que transportava três satélites para o sistema de
    navegação russo GLONASS, explodiu logo após seu lançamento.

    O lançamento do satélite Yamal-402 em dezembro de 2012, ao custo de 16
    bilhões de rublos, quase tornou-se num dos maiores fracassos espaciais da
    Rússia dos últimos anos. O veículo lançador Proton com o bloco acelerador Briz-M
    colocou o satélite mencionado em órbita errada. Eventualmente, o Yamal-402 integrou
    sua órbita programada com seus próprios motores, mas o gasto de combustível durante
    estas manobras reduziu a vida do satélite de 19 a 12 anos.

    Em julho de 2014 foi perdido o contato com o satélite científico russo
    Foton-M4, projetado para pesquisa e testes nos campos da física de microgravidade,
    biologia espacial e biotecnologia, inclusive a pesquisa de amostras biológicas
    no espaço aberto. O satélite tem 21 aparelhos científicos, indicando sobre o
    seu custo considerável.

    No dia 22 de agosto de 2014,
    a partir do centro espacial na Guiana Francesa
    foi lançado o veículo lançador russo Soyuz-ST com uma carga útil de dois satélites
    do sistema de posicionamento global europeu GALILEO. Os satélites ficam no
    espaço, mas numa órbita elíptica mais abaixo do que foi previsto. Desta vez, quem
    falharam foram os blocos aceleradores Fregat-MT, produzidos pela empresa russa
    Lavochkin. Como resultado, os satélites são perdidos porque não podem operar em
    órbita não programada.

    Então, o que exatamente está acontecendo com a tecnologia espacial
    russa? O que é a causa do funcionamento não confiável dos lançadores? Na
    verdade, se rejeita a lenda da Rússia poderosa e impecável, tudo cai
    rapidamente em lugar e parece muito simples e banal.

    Apesar da aura de grandeza da indústria espacial russa, com nível
    insuperável dos desenvolvimentos, tão persistentemente criada ao longo dos anos
    pela propaganda russa, hoje a indústria está num estado de crise profunda
    sistêmica e estagnação. A análise mostra que desde o início dos anos 2000, o
    número de acidentes e situações de emergência na indústria espacial da Rússia subiu
    mais de 10%. Mas os estudos dos defeitos, feitos após os acidentes, revelaram que
    não houve nenhum ponto fraco. As rupturas ocorrem mais frequentemente, mas são
    detectadas em locais diferentes. Portanto, os problemas da produção são sistêmicos.

    Obviamente, um dos principais problemas e a causa de todos os males, é uma
    falta de pessoal qualificado. A causa que é fortemente recusada a reconhecer
    oficialmente pela liderança russa. O país de tamanho grande não tem nada mais
    com a continuidade dos profissionais. O fato é que, em vez de engenheiros
    geniais que se tornaram aos gerentes altamente qualificados, dedicando à
    exploração espacial toda a sua vida, vieram assim chamados gerentes eficazes –
    nomeados das estruturas de poder (militares, membros do governo, etc.). Eles
    praticamente não compreendem as verdades elementares da engenharia, mas são versados
    em finanças públicas e questões de execução orçamental. Além disso, nos últimos
    anos, há uma tendência negativa de redução do número das instituições de ensino
    especializadas que formam especialistas na área de desenvolvimento de veículos
    lançadores, o que, como tantas outras coisas, é justificada pela falta dos
    recursos.

    Ademais, há evidências não únicas que nos alguns sistemas espaciais
    russos, devido à falta de dinheiro, o processo tecnológico é violado com uso de
    materiais mais baratos, o que por sua vez leva inevitavelmente a consequências
    irreparáveis …

    No entanto, a Rússia volta cada vez mais para a postura militar
    imperial. O país pode unilateralmente alterar os acordos firmados anteriormente,
    usa amplamente a concorrência desleal e impede a implementação de outros
    projetos internacionais em seus próprios interesses, inibe o desenvolvimento de
    tecnologia nos países com os quais já tem parcerias estabelecidas. Como exemplo
    de tal situação, cabe mencionar um projeto conjunto fracassado com a República
    da Coreia do foguete chamado Naro, qual primeiro estágio da produção russa era
    secreto e não sujeito à comercialização, por isso a Coréia foi simplesmente
    usada para os testes de voo do primeiro estágio do veículo lançador Angara.

    Tendo isso em mente, seria lógico a se perguntar sobre as perspectivas
    futuras da indústria espacial da Rússia. E para os investidores e empresas
    estrangeiras não seria errado ponderar cuidadosamente os prós e os contras
    antes de contar com o apoio da Rússia em desenvolvimento conjunto de
    tecnologias espaciais, bem como em lançamento de algumas naves espaciais.